Formação de pessoas em tecnologia e oportunidades de transição de carreira

Alguma vez você já saiu comprando todos os cursos possíveis sonhando com uma carreira na área de tecnologia, estudou o máximo que pode, e mesmo assim se frustrou sem alcançar o resultado esperado? Ficou com aquele sentimento frustrante de “morreu na praia”? Se é o seu caso, não se preocupe. Esse é o cenário mais comum para a maioria das pessoas interessadas em fazer uma transição de carreira e migrar para a área de tecnologia, já que são inúmeras as possibilidades, envolvendo desde linguagens de programação até conjuntos de boas práticas em gestão de TI, como é o caso por exemplo do ITIL, talvez o mais conhecido de todos. Mas, para estudar com foco no que interessa, a dica é justamente não sair abraçando tudo de uma vez.

Nosso CEO, Bruno Pereira, juntamente com nosso CRO, Bruno Almeida, bateram um papo descontraído sobre o tema “Formação de pessoas em tecnologia e oportunidades de transição de carreira” no webinar que disponibilizamos na íntegra no nosso canal no YouTube para quem quiser ver ou rever.

Neste post, separamos alguns dos tópicos debatidos ao longo da conversa, mas aconselhamos você a ver o vídeo por inteiro para aproveitar todos os insights compartilhados. Bruno Pereira e Bruno Almeida já estão à frente da segunda startup criada por eles, a primeira foi a Rivendel, em 2013, com foco em desenvolvimento DevOps.

Com estudo e persistência, todo mundo evolui

Bruno Almeida: Acho que o melhor modelo de aprendizado é “construir para aprender”, e isso acontece na nossa dinâmica de trabalho quando estabelecemos uma cultura de alta qualidade de entrega técnica. O início desse processo é quando empoderamos as pessoas dentro da empresa, incentivando o estudo e consulta de uma documentação técnica para começar com pequenas ações, e contando também com um mentor para consultar, tirar dúvidas e ir crescendo aos poucos dentro da empresa. Esse é o nosso sentimento de “tudo é possível”, onde propiciamos um ambiente fértil para o aprendizado de todos, independente do nível de conhecimento de cada um na equipe.

Por exemplo: eu sou um profissional com muitos anos de experiência, então vou passar as tarefas mais simples para os talentos mais mais novos na empresa. Então quando a gente traz um estágiário ou um jovem aprendiz para dentro da base de formação, eu sempre terei tarefas mais simples para ele executar; e, na medida em que as pessoas vão se aperfeiçoando mais, elas vão subindo no processo de formação. E é um processo bem bacana porque como a maioria das pessoas vive esse modelo cultural na nossa empresa, ele acaba ficando cada vez mais eficiente, já que a pessoa que é a mais sênior do time também foi formada nesse processo.

Bruno Pereira: Outro ponto importante para se destacar nesse contexto são as soft skills e habilidades de comunicação. O perfil técnico não é para todo mundo: tem pessoas que podem seguir uma trajetória super bem sucedida em um caminho menos técnico. Então acho que cada um que pensa em iniciar na área de tecnologia pode e deve passar pelo caminho de programar, mas é preciso ter em mente que existem vários caminhos possíveis; o ponto é que cada um vai precisar desenvolver suas próprias aptidões e gerar valor da forma que se identificar mais. Não podemos avaliar todo mundo da mesma forma, antes precisamos entender que existem várias linhas de abordagem, e cada um precisa encontrar sua “paixão” na área, porque se a gente gosta de verdade, fica mais fácil empregar todo o esforço para seguir em frente e evoluir na carreira.

Pequenos passos, mas caminhando sempre

Bruno Almeida: Uma das perguntas enviadas nos comentários foi: qual o momento ideal de começar a passar as tarefas para os estagiários? E minha resposta é: no dia 2. No dia 1 ele assiste ao treinamento e no dia 2 recebe uma tarefa para fazer em cima do treinamento, sem discussão nenhuma. E aí pegando carona no que o Pereira disse, tem outro ponto importante pra se considerar: existem tarefas não técnicas também. Não é todo mundo na tecnologia que sabe programar: eu por exemplo sei programar, mas não sou um bom programador. Então não necessariamente você precisa ser um desenvolvedor para trabalhar na área. Existe muita oportunidade no mercado de tecnologia para pessoas que não são especialistas em programação. E não significa que não tem desafio. Sempre tem. O mínimo que você tem que fazer é entender do assunto que está sendo conversado, e o mesmo vale para as outras áreas: comercial, atendimento etc. Todo mundo tem que saber falar a mesma língua.

E os mais velhos em transição de carreira?


Bruno Pereira: Para alguém com 30, 40 anos ou até mais, é preciso lembrar que essa pessoa já tem um uma trajetoria profissional com bom nível de amadurecimento e, portanto, já é uma pessoa mais experiente e madura para a vida; então buscar seguir uma trilha de aprendizado como Gerente de Produto, ou como um agilista que vai fazer com que o fluxo de trabalho funcione melhor, me parece que tem mais sentido, porque a maturidade pessoal vai ajudar esse profissional em vários pontos fundamentais, como gestão de conflito, priorização, e vários outros temas que ele pode aproveitar da experiência prévia em outra carreira. Finanças por exemplo, exatas, raciocínio lógico, trabalho com dados, enfim, muita coisa da carreia anterior vai com certeza trazer uma velocidade de aprendizado inicial que ajuda bastante para carreiras mais “soft skill”.

Para quem está muito no começo, e nunca fez nada profissionalmente, acho mais recomendável aprender como funciona o Linux, já que a maior parte das aplicações roda no ambiente de produção; aprender também alguma coisa sobre como funciona a nuvem, a Amazon, enfim, o ecossistema onde as coisas acontecem; o conhecimento técnico acumulado ajuda a construir um produto mais simples depois.

Começo de carreira é muito mais comum que as empresas abram vaga de estágio sob uma perspectiva mais técnica, com conhecimento técnico sendo aplicado, que uma vaga mais “junior” para ser um Scrum Master ou Agile Coach, por exemplo. Então para quem está em início de carreira, é mais comum que seja em uma base um pouco mais técnica mesmo. Mas não existe uma regra geral para todo mundo: existe a pessoa percorrer aquele caminho que acha mais interessante, e ver se se identifica, se gosta realmente ou não daquela área específica; e assim, aos poucos, vai escolhendo os caminhos depois que começar a ter um pouco mais de noção da trilha que estiver mais disposta a percorrer ao longo da carreira.

Bruno Almeida: Quando a gente pensa em jornada, em transição e carreira, precisamos estudar alguns tópicos e fazer alguns testes. Muito importante para quem tá com uma vaga em aberto, é saber como você chegou a um determinado resultado. São os entregáveis que fazem a gente conseguir entender o resultado, e o valor que você pode gerar. Então é importante pensar em uma trilha de formação inicial e depois ir para as especializações. Quando eu tenho vivência em uma determinada linguagem, seja ela qual for, posso começar com algo simples. Por exemplo, posso criar um software que lê a previsão do tempo em São Paulo, e consigo detalhar como cheguei naquele resultado. Você não vai construir um foguete, longe disso, mas é muito melhor quando você consegue explicar, através de user stories, como chegou a um determinado resultado.

A outra opção seria achar um repositório pronto na internet de alguma coisa feita por outra pessoa e dizer “olha, eu fiz isso aqui”, mas quando o recrutador perguntar “me explica como você fez”, a pessoa pode se complicar para explicar o “como”. Então é importante ter sempre um entregável para mostrar: pode ser uma interface pronta, um servidor que roda o sistema, enfim, são os entregáveis que fazem a gente conseguir entender o resultado, e principalmente, o valor que você pode gerar. Em outras palavras, você tem que ter uma base de conhecimento, mas nada melhor que a prática. Por exemplo, você pode aprender 10 comandos em Python, e testar práticas que usem esses 10 comandos, até ficar fera neles. O mais importante é sempre praticar o que você está estudando. Não existe mágica na área de tecnologia, existe dedicação e muito empenho.

Assista ao vídeo com a íntegra do bate-papo:

Sugestão de Plano de Estudo relacionado: Desenvolvimento Javascript

Formação de pessoas em tecnologia e oportunidades de transição de carreira

carreira em TI

Alguma vez você já saiu comprando todos os cursos possíveis sonhando com uma carreira na área de tecnologia, estudou o máximo que pode, e mesmo assim se frustrou sem alcançar o resultado esperado? Ficou com aquele sentimento frustrante de “morreu na praia”? Se é o seu caso, não se preocupe. Esse é o cenário mais comum para a maioria das pessoas interessadas em fazer uma transição de carreira e migrar para a área de tecnologia, já que são inúmeras as possibilidades, envolvendo desde linguagens de programação até conjuntos de boas práticas em gestão de TI, como é o caso por exemplo do ITIL, talvez o mais conhecido de todos. Mas, para estudar com foco no que interessa, a dica é justamente não sair abraçando tudo de uma vez.

Nosso CEO, Bruno Pereira, juntamente com nosso CRO, Bruno Almeida, bateram um papo descontraído sobre o tema “Formação de pessoas em tecnologia e oportunidades de transição de carreira” no webinar que disponibilizamos na íntegra no nosso canal no YouTube para quem quiser ver ou rever.

Neste post, separamos alguns dos tópicos debatidos ao longo da conversa, mas aconselhamos você a ver o vídeo por inteiro para aproveitar todos os insights compartilhados. Bruno Pereira e Bruno Almeida já estão à frente da segunda startup criada por eles, a primeira foi a Rivendel, em 2013, com foco em desenvolvimento DevOps.

Com estudo e persistência, todo mundo evolui

Bruno Almeida: Acho que o melhor modelo de aprendizado é “construir para aprender”, e isso acontece na nossa dinâmica de trabalho quando estabelecemos uma cultura de alta qualidade de entrega técnica. O início desse processo é quando empoderamos as pessoas dentro da empresa, incentivando o estudo e consulta de uma documentação técnica para começar com pequenas ações, e contando também com um mentor para consultar, tirar dúvidas e ir crescendo aos poucos dentro da empresa. Esse é o nosso sentimento de “tudo é possível”, onde propiciamos um ambiente fértil para o aprendizado de todos, independente do nível de conhecimento de cada um na equipe.

Por exemplo: eu sou um profissional com muitos anos de experiência, então vou passar as tarefas mais simples para os talentos mais mais novos na empresa. Então quando a gente traz um estágiário ou um jovem aprendiz para dentro da base de formação, eu sempre terei tarefas mais simples para ele executar; e, na medida em que as pessoas vão se aperfeiçoando mais, elas vão subindo no processo de formação. E é um processo bem bacana porque como a maioria das pessoas vive esse modelo cultural na nossa empresa, ele acaba ficando cada vez mais eficiente, já que a pessoa que é a mais sênior do time também foi formada nesse processo.

Bruno Pereira: Outro ponto importante para se destacar nesse contexto são as soft skills e habilidades de comunicação. O perfil técnico não é para todo mundo: tem pessoas que podem seguir uma trajetória super bem sucedida em um caminho menos técnico. Então acho que cada um que pensa em iniciar na área de tecnologia pode e deve passar pelo caminho de programar, mas é preciso ter em mente que existem vários caminhos possíveis; o ponto é que cada um vai precisar desenvolver suas próprias aptidões e gerar valor da forma que se identificar mais. Não podemos avaliar todo mundo da mesma forma, antes precisamos entender que existem várias linhas de abordagem, e cada um precisa encontrar sua “paixão” na área, porque se a gente gosta de verdade, fica mais fácil empregar todo o esforço para seguir em frente e evoluir na carreira.

Pequenos passos, mas caminhando sempre

Bruno Almeida: Uma das perguntas enviadas nos comentários foi: qual o momento ideal de começar a passar as tarefas para os estagiários? E minha resposta é: no dia 2. No dia 1 ele assiste ao treinamento e no dia 2 recebe uma tarefa para fazer em cima do treinamento, sem discussão nenhuma. E aí pegando carona no que o Pereira disse, tem outro ponto importante pra se considerar: existem tarefas não técnicas também. Não é todo mundo na tecnologia que sabe programar: eu por exemplo sei programar, mas não sou um bom programador. Então não necessariamente você precisa ser um desenvolvedor para trabalhar na área. Existe muita oportunidade no mercado de tecnologia para pessoas que não são especialistas em programação. E não significa que não tem desafio. Sempre tem. O mínimo que você tem que fazer é entender do assunto que está sendo conversado, e o mesmo vale para as outras áreas: comercial, atendimento etc. Todo mundo tem que saber falar a mesma língua.

E os mais velhos em transição de carreira?


Bruno Pereira: Para alguém com 30, 40 anos ou até mais, é preciso lembrar que essa pessoa já tem um uma trajetoria profissional com bom nível de amadurecimento e, portanto, já é uma pessoa mais experiente e madura para a vida; então buscar seguir uma trilha de aprendizado como Gerente de Produto, ou como um agilista que vai fazer com que o fluxo de trabalho funcione melhor, me parece que tem mais sentido, porque a maturidade pessoal vai ajudar esse profissional em vários pontos fundamentais, como gestão de conflito, priorização, e vários outros temas que ele pode aproveitar da experiência prévia em outra carreira. Finanças por exemplo, exatas, raciocínio lógico, trabalho com dados, enfim, muita coisa da carreia anterior vai com certeza trazer uma velocidade de aprendizado inicial que ajuda bastante para carreiras mais “soft skill”.

Para quem está muito no começo, e nunca fez nada profissionalmente, acho mais recomendável aprender como funciona o Linux, já que a maior parte das aplicações roda no ambiente de produção; aprender também alguma coisa sobre como funciona a nuvem, a Amazon, enfim, o ecossistema onde as coisas acontecem; o conhecimento técnico acumulado ajuda a construir um produto mais simples depois.

Começo de carreira é muito mais comum que as empresas abram vaga de estágio sob uma perspectiva mais técnica, com conhecimento técnico sendo aplicado, que uma vaga mais “junior” para ser um Scrum Master ou Agile Coach, por exemplo. Então para quem está em início de carreira, é mais comum que seja em uma base um pouco mais técnica mesmo. Mas não existe uma regra geral para todo mundo: existe a pessoa percorrer aquele caminho que acha mais interessante, e ver se se identifica, se gosta realmente ou não daquela área específica; e assim, aos poucos, vai escolhendo os caminhos depois que começar a ter um pouco mais de noção da trilha que estiver mais disposta a percorrer ao longo da carreira.

Bruno Almeida: Quando a gente pensa em jornada, em transição e carreira, precisamos estudar alguns tópicos e fazer alguns testes. Muito importante para quem tá com uma vaga em aberto, é saber como você chegou a um determinado resultado. São os entregáveis que fazem a gente conseguir entender o resultado, e o valor que você pode gerar. Então é importante pensar em uma trilha de formação inicial e depois ir para as especializações. Quando eu tenho vivência em uma determinada linguagem, seja ela qual for, posso começar com algo simples. Por exemplo, posso criar um software que lê a previsão do tempo em São Paulo, e consigo detalhar como cheguei naquele resultado. Você não vai construir um foguete, longe disso, mas é muito melhor quando você consegue explicar, através de user stories, como chegou a um determinado resultado.

A outra opção seria achar um repositório pronto na internet de alguma coisa feita por outra pessoa e dizer “olha, eu fiz isso aqui”, mas quando o recrutador perguntar “me explica como você fez”, a pessoa pode se complicar para explicar o “como”. Então é importante ter sempre um entregável para mostrar: pode ser uma interface pronta, um servidor que roda o sistema, enfim, são os entregáveis que fazem a gente conseguir entender o resultado, e principalmente, o valor que você pode gerar. Em outras palavras, você tem que ter uma base de conhecimento, mas nada melhor que a prática. Por exemplo, você pode aprender 10 comandos em Python, e testar práticas que usem esses 10 comandos, até ficar fera neles. O mais importante é sempre praticar o que você está estudando. Não existe mágica na área de tecnologia, existe dedicação e muito empenho.

Assista ao vídeo com a íntegra do bate-papo:

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